quinta-feira, 30 de abril de 2015

Select country: Spain

Acho que ainda me está a custar habituar a esta ideia. 
(e ao teclado espanhol também)


old-fashioned dating

 
"(...) Enfim, a mesma geração que institucionalizou o nudismo, o amor livre e toda a sorte de fantasias eróticas, envergonhou-se de namorar, um assunto que circunscreveu à poesia. Curioso como ao mesmo tempo que aprenderam a tolerar demostrações públicas em homossexuais, homem e mulher tenham desaprendido de andar de braço dado com o andar sincopado. Curioso como, com tanto sexo em prime-time, criámos uma comunidade tão estéril e fragmentada. Porque o romance para fazer história tem de ser mais longo que uma canção pop. "

"Desculpa, mas não era suposto"

É impossível não ficar revoltada com as noticias de violência doméstica e de violência infantil, isto tudo no meu país, não é na China, não é na Rússia, é aqui, ao meu lado. Sim estou escandalizada, não compreendo e não quero compreender. Como é que uma instituição do Estado a Assistência Social é tão impotente, será que funciona verdadeiramente para o bem, ou descentralizou-se dos seus objetivos? Quantas crianças mais é preciso que morram, para esta violência ter um fim? A lei existe para nos servir, por isso só há justiça se a lei for intransigente na defesa da vida humana, mas não é só a lei,  sobretudo são necessárias consciências bem formadas a servir o meu país.
Desde que li a noticia, que uma menina está grávida de uma violação, estas duas crianças, a mãe e o bebé, estão presentes no meu coração - como quem diz na minha oração - nem de perto nem de longe posso imaginar a dor, mas quero carregar um pouco desta injustiça para não desistir de lutar pelo meu país.
 
Deixo a alegria de uma instituição que não se limitou a ler a noticia e a comentar, oferece-se para apoiar esta menina grávida AQUI.
José Maria Duque retrata bem como "Diante do Mal, Só o Bem Pode Salvar". Estamos a falar de duas vidas, a "outra criança", este é o testemunho de uma médica que se preocupa verdadeiramente com os seus doentes, no site da Maria Capaz uma crónica tocante não deixem de ler: “MÃE AOS 11 ANOS? QUE INCONSCIÊNCIA! QUE BARBARIDADE!”
Acabo com a carta que a nossa blogger Catarina Nicolau Campos escreveu AQUI.
A recolha de alguns destes textos foi feita pelo blog o Povo, que ainda hoje enviou por mail a frase de Antoine Saint-Exupéry, selecionada pelo jornal Publico para o dia de hoje: "Se a vida humana não tem preço, nós comportamo-nos sempre como se alguma coisa ultrapassasse, em valor, a vida humana, mas o quê?"
 
Não podia deixar de escrever sobre ti, sobre a tua história, és  uma criança, só tens 12 anos, devias estar a brincar, a aprender a dividir, não devias estar gravida,  deste violador, que era o teu padrasto, que morava contigo, na tua casa, supostamente a nossa casas é um lugar seguro, mas tu agora não estás sozinha...
Desculpa pelo meu país, desculpa só termos agido agora,  desculpa mas não era suposto...

A importância de ser avô #2

Porque os avós podem e devem dizer estas coisas sem ser mimadice :
 
 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Não posso adiar

 
Por estes dias, estive numa paisagem paradisíaca a fazer um retiro espiritual (não sei se devia estar a dizer isto!). Como se costuma dizer, tenho muita sorte por ter estas oportunidades.
Quando ia a caminho, pouco depois de iniciar a viagem, ainda sem companhia, passou por mim, no seu carro, uma amiga. Uma amiga muito querida, mas com quem não tenho falado muito. Culpa minha. Muita culpa minha.
Na altura, não dei grande importância ao acontecimento, mas quando cheguei à capela onde seria o retiro, a primeira coisa que percebi foi que aquele encontro era para me lembrar que também estava ali para rezar por aquela minha amiga e para aprender com o erro que cometi com ela. No fundo, estava ali para limpar a alma e para perceber que o egocentrismo e o juízo rápido não levam a nada que valha a pena, a nada que proporcione felicidade.
Logo nos primeiros momentos, o sacerdote salientou que estamos continuamente a arranjar pretextos para deixar Deus à espera. De facto, há sempre alguma coisa para fazer ou a ocupar a nossa atenção. Agora, é porque acabei o curso e tenho de encontrar um emprego; agora, é porque estamos a pensar ter filhos; agora, é porque os negócios estão a correr bem; agora, é porque estão a correr mal.
Uma amiga minha de juventude costumava ter uma resposta muito engraçada para estas desculpas- “Lérias!”.
No meu caso, habituei-me a deixar Deus à espera porque, obviamente, tenho a mais profunda certeza de que Ele vai estar sempre à minha espera. É Pai. É o Pai.
A reunião não espera, a amiga não espera, as compras não esperam, a minha preguiça é poderosa e o meu comodismo persistente. E Deus espera. Espera sempre.
No clube onde os meus filhos fazem desporto, há uma frase que diz “A vida começa no final da tua zona de conforto”. No desporto e em tudo o resto, as coisas mais importantes só aparecem quando nos levantamos do sofá, quando arregaçamos as mangas e arriscamos fazer figuras tristes, perder batalhas, chorar, doer.
Há sempre aquela metáfora do quadro na parede, pois não conseguiríamos colocar nada na parede se ela não fosse dura, rija.
Quantas pessoas conhecemos, senão nós mesmos, que parecem ter tudo para ser super, hiper, mega felizes e, no entanto, mais ou menos de vez em quando, desmoronam, perdem o equilíbrio? Se calhar, falta-lhes encontrar a alma, encarar a razão da sua vida, ir ao fundo das suas inquietações. E quantas pessoas conhecemos, senão nós próprios, que, perante um acontecimento dramático, encontram o vigor perdido, a inspiração esquecida, a razão ignorada?
Num caso e no outro, todos nós estamos permanentemente a pôr prazos para as coisas que implicam sair da tal zona de conforto, onde tudo conhecemos e tudo dominamos. Até que, num determinado momento, a vida espirra e percebemos que não controlamos nada e torna-se impossível adiar mais.
Não posso adiar o amor para outro século
Não posso

António Ramos Rosa

gr(a)(e)ve

Enquanto refletia sobre esta greve de 10 dias dos pilotos do TAP, mais parece umas mini férias, deparei-me com este texto: a carta de um trabalhador da TAP, atenção não é carta de um passageiro, não é a carta de um ministro, não é a carta de um acionista ou de um pobre cidadão português que paga os seus impostos... é mesmo de um trabalhador da própria empresa.
Como açoriana sou muito sensível a este tema da TAP e como portuguesa sou ainda mais sensível a este tema da greve.



 

"Se acreditam, como eu, que não é apenas a TAP, é a nossa vida e a das nossas famílias que é posta em causa por esta atitude insensata e egoísta, divulguem, partilhem esta mensagem, para que o Sindicato dos Pilotos perceba que temos rosto", escreve um funcionário da TAP numa carta enviada ao SPAC e que está a percorrer a companhia aérea.
No documento, a que o Jornal Dinheiro Vivo teve acesso, Fernando Santos, trabalhador do Grupo TAP, diz ao SPAC que "chega de olhar para o vosso pequeno mundo", lembrando que "existe empresa" para além das reivindicações dos pilotos.
"A TAP dá trabalho a mais de 7300 pessoas só na TAP SA, ou 10800, se considerarmos todo o Grupo TAP. Todos contribuímos para a sustentabilidade da empresa, que é de todos e não apenas de alguns. Todos os dias, milhares de pessoas, de todo o grupo TAP, se empenham, com dedicação, para que a TAP ultrapasse os seus muitos desafios e assegure a confiança dos nossos Clientes. Esta confiança não pode ser destruída porque sem isso não há futuro para a empresa".
O funcionário de terra da TAP lembra que perante as dificuldades financeiras e até de subsistência "a empresa demonstrou a sua resiliência e com a mobilização e empenho de todos os trabalhadores assegurou a sobrevivência".
Agora, "tudo isto pode ser destruído se insistirem em extremar posições sem pensar no bem de todos mas apenas no de alguns", refere a carta, que não desvaloriza as reivindicações do sindicato dos pilotos, mas que recorda que a melhor forma de as solucionar é através de "vias judiciais".
"A TAP não resiste a tudo por muito que insistam em pensar que sim. Nós, as nossas famílias e tantos outros milhares que dependem da TAP, não queremos ser apenas danos colaterais da vossa insensata teimosia".
Se o apelo não chegar para parar a greve "enquanto é tempo", este funcionário diz que "teremos de ir ainda mais longe, com uma demonstração no aeroporto - para a qual convidaremos todos os portugueses - que faça com que o Sindicato dos Pilotos perceba que existem rostos e vozes para além do seu pequeno mundo".
Se o apelo não chegar para parar a greve "enquanto é tempo", este funcionário diz que "teremos de ir ainda mais longe, com uma demonstração no aeroporto - para a qual convidaremos todos os portugueses - que faça com que o Sindicato dos Pilotos perceba que existem rostos e vozes para além do seu pequeno mundo".
Texto tirado d'aqui: Dinheiro Vivo

terça-feira, 28 de abril de 2015

A importância de ser avô - por PEDRO SANTANA LOPES

"Sou avô há quatro anos. E dando muitas graças a Deus por o meu filho ter sido pai, sabe quem me conhece que me custou a habituar à ideia de ser já avô. Ironizando com a situação, disse, durante algum tempo, que era "pai de pai" e, falando do meu neto, dizia, quase sempre, o "filho do meu filho". Naturalmente, adorando o Sebastião, desde que ele nasceu. Mas, sempre gostei mais da designação dos franceses, dos ingleses ou dos alemães, que tratam por "grand-père", "greatfather" ou "großvater". O "abuelo" de Espanha ou o "avô" de Portugal sempre me pareceram mais ligados à figura do Pai Natal, com barbas brancas. Mas "grande pai" em português, não sei porquê, não dá assim muito jeito. Um dia, há cerca de um ano, numa das vezes em que o Sebastião teve de ser internado, comecei a dizer, quando fui ao hospital, que ia ver o meu "neto". Ele, entretanto, começou a falar e, desde aí, sempre que se dirige a mim, faz questão de me tratar por avô Pedro. Mesmo quando lhe disse, algumas vezes, para me tratar pelo nome, nunca me ligou. Trata-me normalmente por "tu" e quando me chama é sempre "avô". A estranheza não passou, só que, quanto mais ele fala, quanto mais ele brinca, quanto mais – como ontem aconteceu – ele se senta ao meu colo e vemos juntos televisão ou os videoclipes de que ele gosta, mais sinto como a vida e a natureza são extraordinárias. E, olhando para ele, sinto aquele amor que um avô tem por um neto, que é diferente, como sempre me disseram, daquele que um pai tem por um filho. Como compreendo o meu irmão mais novo que foi avô duas vezes antes de mim e que sempre delirou com tudo o que isso representa e proporciona. E tudo sempre faz para estar todo o tempo com as suas três netas. Acontece que, agora, há duas semanas, tenho também uma neta, Vitória, de seu nome. Para mim, nome de Rainha. E foi outra bênção e uma sensação reforçada e confirmada, de que uma nova fase da vida começou: filhos praticamente todos criados e netos a nascerem e a crescerem. Entretanto, soube também que o Sebastião vai ter um irmão em outubro. A vida vai-nos ensinando a todos o que tem de belo, mesmo quando não o conseguimos logo interiorizar por nós próprios"
PEDRO SANTANA LOPES | Correio da manhã, 24.04.2015
Tirado d'Aqui: O POVO

A importância de ser Avô

A pedido de alguns seguidores o HEart vai aumentar o seu  dossier da família com uma nova rubrica dedicada aos Avós.
 
 

 
O que seria de nós sem os avós.
Fique atento aos próximos textos....

ups


sábado, 25 de abril de 2015

Porque hoje é dia da Liberdade

-o que fizeste para festejar a liberdade do 25 de Abril.
-passei a noite a ouvir fados, afinal de contas este é o nosso "destino"; respondi prontamente.

....e por falar em liberdade politica aqui fica um tipo que eu gosto:


sexta-feira, 24 de abril de 2015


Costuma-se dizer que "De santos e de loucos todos tempo um pouco".
Diria que que de gestores também. Melhor ou pior, temos sempre algo para gerir. Gerimos o tempo. O ordenado. Os mails nas caixas de correio. Gerimos os programas. Gerimos as emoções.
As emoções. Arrisco-me a dizer que são as mais difíceis de gerir. 

Ou porque nos escapam entre os dedos sem darmos conta. 
Ou porque nos saltam do peito e andam meias à solta. 
Ou porque se escondem quando as coisas apertam. 
Ou porque nos gritam aos ouvidos quando ninguém lhes pediu opinião.

Seja como for, são difíceis de gerir. 

Principalmente quandopor mais que se tente trazer a casa às costas, se deixa para trás o que não pode vir numa mala. Principalmente quando o que deixámos ocupa um vazio impossível de ignorar. Ouvi dizer que isto passa com o tempo, será?

Dizem que se nos falta uma certa pessoa o mundo inteiro fica vazio. Felizmente o meu mundo inteiro não está vazio. Infelizmente não me falta uma única certa pessoa. O estranho disto é que acho que nem que os trouxesse na mala esse vazio acabava.

Porque sinto falta deles na mesa de jantar.
E dela no banco do costume para fumar o cigarro.
E dela a contar os preparativos do casamento.
E dos almoços com ela em Alvalade.
E dos cafés com elas mais ele entre Miraflores e o Restelo.
E delas na nossa segunda casa.

É estranho. Mas eu nunca disse que era boa gestora. 

MARCA N'AGENDA: #somostodospessoas

 
 
Portugal está solidário com as vítimas e com todos os que se vêem forçados a partir das suas terras em busca de uma vida melhor. Este Domingo, vista uma peça de roupa branca, coloque um lenço branco à janela, faça um minuto de silêncio. E reze por todos os que esperam sobreviver nessa busca de uma vida mais digna: Homens, mulheres, crianças…
O Mediterrâneo não pode ser um mar de indiferença!As notícias dos últimos dias falam da morte de quem procura apenas uma vida melhor! Consternação e indignação é o sentimento que une várias organizações da Igreja Católica numa manifestação de solidariedade e de alerta para a atual situação de muitos migrantes que têm sido ultrajados na sua dignidade humana ao tentarem atravessar fronteiras à procura das mais básicas condições para a sua sobrevivência.
A Igreja Católica pede mais atenção para com as vítimas da imigração forçada. Porque acima das leis, para além das responsabilidades políticas, há vidas. Associe-se ao movimento “Somos todos pessoas”. Este Domingo… Contamos consigo!
Este ano, mais de 1500 pessoas morreram no Mar Mediterrâneo, um número 50 vezes superior ao de 2014. Os acontecimentos dos últimos dias, nomeadamente a morte de mais de 700 pessoas que se viram trancadas no porão do navio, e muitos outros já vividos não só no nesta região mas também noutros lugares onde a imigração é considerada irregular face às leis humanas vigentes, obrigam-nos a não ficar calados, sob pena de sermos cúmplices de um verdadeiro massacre que deveria envergonhar o mundo, particularmente os que têm responsabilidades políticas.
Agência Ecclesia, Cáritas Portuguesa, Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), Comissão Nacional Justiça e Paz, Comissão Nacional Justiça, Paz e Ecologia dos Religiosos, Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Obra Católica Portuguesa de Migrações, Rádio Renascença , Serviço Jesuíta aos Refugiados e Sociedade de São Vicente de Paulo apelam a todos os portugueses para que, no próximo Domingo, dia 26 de abril, coloquem nas suas janelas um pano branco ou usem uma peça de roupa branca e se unam, em oração ou num minuto de silêncio, aos milhares de pessoas que se sentem solidárias com todos os que buscam uma vida melhor para si e para as suas famílias e partem diariamente das suas terras na procura legítima de melhores condições de vida.
Em todas as eucaristias celebradas no próximo domingo, será incluída uma prece no momento da Oração dos Fiéis, rogando a Deus que nos ajude a construir “uma só família humana”.
As organizações da Igreja Católica, com o apoio da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, lembram que todas estas pessoas “são pessoas como nós que se vêm obrigadas a fugir do seu país porque vivem situações que ferem gravemente a sua dignidade e colocam em risco a sua sobrevivência e das suas famílias”.
Acreditamos que a União Europeia pode e deve fazer mais por cada uma destas pessoas, nomeadamente, olhando de forma diferente para os seus países de origem. As organizações da Igreja Católica pedem medidas que ultrapassem a excessiva preocupação securitária e de controlo de fronteiras e que se pensem alternativas de maior humanização.
Um gesto tão simples como este que agora se propõe é uma manifestação de indignação e, para além disso, deverá ser entendido como uma adesão pessoal e institucional à realidade vivida nas periferias e o inconformismo com uma cultura do descartável.
“São homens e mulheres como nós, irmãos que procuram uma vida melhor, famintos, perseguidos, feridos, explorados, vítimas de guerras. Procuram uma vida melhor, procuravam a felicidade.” Papa Francisco

#somostodospessoas

Já não há comunistas como antigamente

 
 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

E porque hoje é dia de San Jordi

Hoje quando sai por volta das 8h00 a agitação era um bocadinho maior que o normal. Entre bancas com livros e bancas com rosas estava assinalado: o dia de San Jordi. 

Mas melhor que esta agitação foi chegar ao escritório e ter uma rosa na secretária. Não, não tenho um admirador secreto na Catalunha.

No dia de San Jordi uma rosa e um livro. A rosa como símbolo do amor e o livro como símbolo da cultura. 

Conta a lenda que em Silene um dragão aterrorizava os habitantes e, para acalmá-lo, ofereciam-lhe um cordeiro e uma donzela escolhida por sorteio. Certa vez a sorteada foi a filha do rei e São Jorge venceu o dragão e salvou a donzela. Então, o rei e todo o povo converteram-se à fé de Cristo. 

E hoje, dia 23 de Abril, celebra-se o dia de São Jorge, da rosa e do livro: o dia do Santo Padroeiro, do amor e da cultura.


Porque hoje é o dia mundial do livro: Marca n'agenda e põe na parteleira

No dia de hoje não podia faltar uma recomendação de leitura.
É para os mais pequenos.
(Mas também serve para os grandes, que são mais pequenos na fé.)
Quem conhece o Padre Gonçalo Portocarrero sabe como isto vai ser muito bom:

Porque hoje é o dia mundial do livro

Outro dia estava a ver televisão, não estava a ver televisão sozinha, na verdade estava a ver o que os outros estavam a ver na televisão.
(Isto tudo para justificar porquê que eu estava a ver a  novela.) Contudo, esta novela, é o programa do momento mais visto na televisão portuguesa. Passo a citar a seguinte cena (que irá ajudar-me a viver melhor o dia mundial do livro):
 
"A Leonor (a Leonor é a personagem principal) gosta do André, mas a vida os afastou (lá tiveram as suas razões, há quem diga que não eram válidas). A Leonor descobriu que a sua filha estava viva, tendo sido adotada por Martim. Decidiu dar uma oportunidade para ser feliz, e é também nesse mesmo momento que Martim percebe que a mulher é desequilibrada e apaixona-se pela Leonor. Assim a Leonor sabe que esta é a oportunidade de ter a sua família e deixa-se levar por Martim, mas no fundo a Leonor ama verdadeiramente o André, por acaso cunhado de Martim (irmão da doida), e decide que só será feliz ao lado do homem que ama, declara-se a André, atenção isto tudo sem nunca acabar o seu relacionamente com Martim. É mais forte do que ela, acabando-se por "envolver" com André, fica decidida a contar a Martim que afinal o homem da sua vida é o André, mas, nos entretantos, a Leonor descobre que está gravida (tchanaaaa quem será o pai da criança?), e Leonor, mais uma vez, (não se esqueçam que ela é a boazinha não se deixem iludir pelo seu comportamento moral) pelo bem da família decide deixar novamente André (o amante) para se juntar novamente a Martim, cunhado de André e pai adoptivo de Carlota, que por sua vez é sobrinha do André mas que é filha biológica da Leonor e tem a mãe, adotiva, internada numa espécie de Julio de Matos, só que para ricos."
 
Conclusão da história:
 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Porque hoje é o dia da terra

E esta é a terra mais linda
a minha ilha
Fotografia | António Araújo | + Aqui (vale a pena clicar)

Marca n'agenda: Cafés com Psicologia #2

(É com muito orgulho que o HEart apresenta novamente)
Cafés com Psicologia 
Organizado pela Psicóloga e nossa blogger ALEXANDRA CHUMBO
Tema:
"Amar é educar: Desenvolvimento dos valores humanos na infância"

 
 
22 | Abril | 21h30 | Clinica da Criança e do adolescente
Site: AQUI

terça-feira, 21 de abril de 2015

beijos e fotografias

Por estes dias, na minha pequena cidade do Heroísmo há uma exposição fotográfica, intitulada "A Magia de um beijo" (o que é que eu podia estar à espera... só o nome arrepia o bom gosto).
Desta forma na Praça Velha, centro histórico, estão espalhadas algumas fotografias de beijos
Desde que me conheço por gente, gosto muito de fotografias, foi o meu avô que me ensinou a mexer na máquina fotográfica, explicou-me o que era a luz e a contraluz, a importância de carregar no botão no momento certo sem hesitar e sem medo, também tivemos a sorte de conviver com uma das grandes fotógrafos, Ana Esquivel, e ainda em nova viajei nos livros de Sebastião Salgado. Colecionava as melhores fotografias do século XX, cheguei a aprender a revelar manualmente, entre muitos não saia de casa sem a máquina. 
Mas nesta dita exposição, entre algumas chapas pode-se ver um quase beijo na boca de dois homens e um beijo na boca entre duas crianças com 12 anos no máximo, o que me irrita é que estas fotografias não têm valor artístico nenhum, zero, a única razão para lá estarem é para chocar e isso chateia-me, estes pequenos ditadores modernos que acham que são artistas, já não se contentem com o facebook onde podem publicar todos os seus disparates e autointitular arte, porque que os tipos têm que vir para cima de nós?
Como aquele "pintor" que mandou a filha pequenina pintar um quadro e meteu todos os críticos a elogiar: A arte moderna gosta de chocar e eu gosto que a arte choque, mas por favor tenham técnica, tenham alma e sobretudo tenham a beleza, a irreverencia por si só deixa de fazer sentido depois da adolescência.
Por fim, estas exposições "rebeldes" é nada mais do que assassinar o trabalho de Robert Doisneau ou Alfred Eisenstaedt... 
É por eu gostar muito de fotografias e por gostar muito de beijos, que não gostei desta exposição.
Querem beijos a sério, espontâneos, sem agendas ideológicas, somente com paixão? Querem fotógrafos a sério, artistas que procuram ser originais sem forçar as opiniões?
Aqui ficam alguns:
 





 

domingo, 19 de abril de 2015

Porque hoje é dia 19 de Abril

Já diz o fado, que "há gente que fica na história, da história da gente", e realmente tenho tanta gente assim, na minha história... O Papa Bento XVI é um "desta gente". Ele nunca irá saber, mesmo se eu contasse, a sua humildade não o deixava reconhecer a importância que ele teve na "história da gente". Hoje faz 10 anos quando foi eleito Papa. Por isso hoje "há dias que marcam a alma e a vida da gente e aquele em que tu me deixaste não posso esquecer."  Danke. Gratias tibi. Obrigada.



sexta-feira, 17 de abril de 2015

(des)alinhar a politica #6: da série "viva o serviço público"

"O que queres ser quando fores grande?
respondeu sem hesitar:
-Presidente da RTP."

Como são previsíveis....



Tenho vindo a comprovar esta teoria nos últimos dias (ou nos últimos 9 anos em que me nasceram 14 sobrinhos e estão mais dois a caminho), e começo a perceber que os conheço mesmo mesmo mesmo bem: os miúdos nunca querem uma coisa até a verem nas nossas mãos.

Passo a exemplificar:

O meu sobrinho V vem para minha casa todos os dias úteis depois do colégio. Pergunto-lhe se quer lanchar e diz sempre que não, já lanchou e agora quer brincar com os primos. Sentam-se a brincar e não descansam enquanto não desarrumam a sala toda. Estão entretidos e, por isso,  estão criadas as condições para eu ir lanchar. Depois da tarefa difícil de perceber em que porção de chão posso por os pés sem esmigalhar um brinquedo ou sem que comece a tocar uma música de piano irritante para bebés, vou até à cozinha.

Volto com umas torradas na mão e conto até três, para dentro, antecipando o que vai acontecer de seguida. "Um, dois, três",

V: - "tia, estou cheio de fome e ninguém me dá nada para comer! O que eu queria mesmo era uma torradinha".

Rio-me por dentro.
Eu: - "e leite, V.,também quer?"

Resposta negativa. Volto à cozinha e regresso com a torrada dele e um copo de leite para mim. Espero que ele veja que o meu copo tem uma palhinha lá dentro e conto até três.  "Um, dois, três"

V: -"tia, agorae que eu queria mesmo era um copo de leite como o da tia!"

(des)alinhar a politica #5

Não sou nada apologistas deste tipo de ações, e quem me conhece sabe tão bem que não sou mesmo nada, nada, fã deste tipo de miúdas, mas confesso que ver a cabeça do Vítor Constâncio cheia de confettis era um desejo!

quinta-feira, 16 de abril de 2015


É a hora!
Há uns anos, ouvia-se as pessoas dizer que um dia teríamos de voltar a apostar na terra e que seríamos forçados a valorizar de novo as hortinhas, os mealheiros, o caseiro. Agora, vê-se por aí, ora na versão mais cosmopolita, ora na dimensão mais rural, a proliferação do tradicional, das pequenas hortas no meio da cidade, para aproveitamento de terrenos vazios, a ida a casa da mãe ou da sogra, trazendo no regresso os legumes muito desejados, os trabalhos de costura artesanal, entre muitas outras coisas que dão razão aos que outrora já o anunciavam.
Neste momento, parece que se começa a tomar consciência do problema da falta de natalidade, devido a uma série de fatores, mas também devido à erosão da realidade. Ao longo deste tempo, foram-se desprezando os valores e a família, para dar origem às competências, ao carpe diem, mas pelo caminho não percebemos que caminhávamos para o abandono dos mais idosos, para a rejeição das vidas que não chegam a sê-lo ou que chegam mas não são bem recebidas, para a incapacidade de resolução de problemas como a criminalidade e a delinquência, para o desprezo pela deficiência e pela pobreza.
Prevejo, na linha do que se vai falando por aí, que brevemente teremos de voltar a apostar na família. A Igreja sempre o defendeu. Nestes últimos tempos, fê-lo de forma muito intensa e o Papa Francisco continua a insistir- O tema da família encontra-se no centro duma profunda reflexão eclesial e dum processo sinodal que prevê dois Sínodos, um extraordinário – acabado de celebrar – e outro ordinário, convocado para o próximo mês de Outubro. (in MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O XLIX DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS)
A família é tão importante porque é o primeiro lugar onde o eu é Eu, onde se conhece o amor, onde se comunica, onde se vive. A família é chamada para a comemoração do Dia Mundial da Comunicação porque é o princípio, o meio e o fim de toda a nossa vida terrena, como tão bem explica o Papa no referido documento. De facto, desde o ventre, passando pela aprendizagem da língua materna, pelo diálogo dos afetos, pela procura de soluções, pela experiência do perdão, pelo apoio na doença, tudo é na família, tudo é família.
E não abandonando as palavras pontifícias, o convite é claro. Não podemos deixar que se trate a família como uma entidade abstrata, uma espécie de nuvem. Não. Não podemos continuar a apostar em consumir tudo e mais alguma coisa e deixar que o virtual nos governe em nome do lucro, em nome não sei do quê. O Papa Francisco, de uma forma muito clara mas muito bonita, convida-nos a narrar a história da nossa vida entrelaçada nas vidas do que amamos, dos que nos rodeiam.
Agora que encontrámos a alegria de Jesus Ressuscitado, é a hora de voltar a acertar na melodia, e de descobrir o que sempre esteve aqui, nós é que decidimos olhar para longe.
A família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe
comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. Não lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro.



Ainda existe boa publicidade (III)

 
Lembra-se deste meu desafio (aqui), propunha-me a mostrar a publicidade que nos inspira.... Pois apesar de nunca mais ter publicado novas publicidades, não desisti e a saga continua (pode olhar para a barra do lado direito do blog onde encontra a publicidade à publicidade!), depois deste e deste... aqui vai o próximo anuncio, não só fala da maternidade, como transmite, de uma forma tão carinhosa, o axioma da vida humana como cada um de nós é único irrepetível e sagrado.
Qual é o filho que não conhece a sua mãe? até pelo cheiro. Qual é o filho, por mais pequeno que seja, que não sabe que a sua mãe é única?
Aqui fica o anuncio da Pandora 2015: The unique connection .
 
 

Comentário politicamente incorreto: AINDA BEM QUE EU JÁ TENHO MAIS DE 18 ANOS

 
gosto tantooooooo destes privilégios da idade adulta:

quarta-feira, 15 de abril de 2015

(des)alinhar a politica #4

Por este andar, teremos mais candidatos à Presidência da República que médicos nas urgências do SNS. 

Jean Vanier: Prémio Templeton | 2015

Conhece Jean Vanier? Infelizmente são poucos os que ouviram falar do seu nome, mas o seu trabalho é simplesmente i n c r í v e l
(para mim a melhor definição de um pacifista)
Changing the world, one heart at a time!
Com um sorriso contagiante, Jean Vanier é um exemplo, pessoalmente dá-me muita esperança conhecer vidas assim!!!
Depois da Order of Canada, National Order of Québec, Legion of Honour (2003), Humanitarian Award (2001), Pacem in Terra Award (2013), foi o merecido vencedor do Templeton Prize 2015. (mais aqui)
Não resisti em publicar um pouco da sua história (créditos Aceprensa)

 
"Desde que em 1964 Vanier acolhera dois doentes na sua pequena casa de Trosly (França), as "Arcas" - como se denominam as residências e centros de dia promovidos pela sua instituição - multiplicaram-se: hoje são 147 em 35 países. Tudo começou por um encontro com um sacerdote amigo, que havia formado uma reduzida comunidade para cuidar de pessoas com deficiência mental. Depois de visitar alguns centros psiquiátricos e de observar a insensibilidade e mesmo a crueldade com que os residentes eram tratados, Vanier comprovou que a vida em comum era a melhor terapia para estes doentes. E pôs mãos à obra.
Como explica um blog do Economist, a vida de Vanier é um exemplo prático do provérbio chinês "é melhor acender uma vela do que maldizer a escuridão". Poderia ter iniciado uma campanha de denúncia nos meios de comunicação ou em relação aos políticos, mas preferiu escolher o caminho mais direto. O tempo deu-lhe razão. Além de coordenar as comunidades de "L'Arche", aos seus 86 anos dirige Fé e Luz (uma rede internacional que dá apoio e põe em contacto famílias com filhos deficientes) e Intercordia (uma associação que facilita a pessoas do Primeiro Mundo viajarem para lugares pobres para ajudar).
Segundo os estatutos aprovados em 2007, L'Arche International procura que se reconheça "o valor único de cada pessoa e a necessidade do outro que existe em todo o ser humano". O compromisso com a dignidade humana explica também a importância que a organização concede à dimensão espiritual. Em todas as comunidades os residentes e os funcionários são convidados a aprofundar este aspeto, sejam quais forem as suas crenças. À medida que L'Arche se foi estendendo pelo mundo, a raiz católica original soube adaptar-se às religiões maioritárias de cada lugar.
Olhar cara a cara a fragilidade
A vida em comunidades é um conceito essencial em todas as "Arcas". Como explicava Vanier numa recente conferência na Câmara dos Lordes, estas casas devem ser autênticos lares para os residentes e, por isso, é necessário que acolham só a uns poucos doentes. Outros preferem viver por sua conta, embora contem com centros de dia. Em alguns deles, incluso, as pessoas com deficiência desenvolvem o seu trabalho profissional. 
A sensação de lar é imprescindível para que os que vivem ali (deficientes ou não) entrem numa relação pessoal, "se olhem olhos nos olhos". Parte desse reconhecimento consiste em aproximar-se do sofrimento e da fragilidade do outro; para tal, primeiro é necessário aceitar as próprias limitações. Segundo Vanier, a integração das pessoas com deficiência mental não se consegue à base de esconder os seus problemas, mas em recordar o que estas pessoas contribuem para a sociedade.
O prémio Templeton é concedido anualmente a uma pessoa que tenha dado um contributo excecional para afirmar a dimensão espiritual da vida, mediante a sabedoria, as suas descobertas ou realizações práticas. Foi estabelecido por sir John Templeton em 1972, no valor de um milhão e cem mil libras esterlinas. "

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Marca n'agenda: Clube de Mães

Sábado dia 18 de Abril às 15h15
Educação para a generosidade e solidariedade
com Cátia Guerreiro
 
 

Saladas nutritivas
com Ana Cristina Marques
(+infos clica na imagem:)
 
 

Outro dia esbarrei-me (novamente) com o George Ezra...

.... e gostei... não por ele ser um tipo giro....
 
.... foi mesmo por isto...
 

domingo, 12 de abril de 2015

Porque é bom receber notícias de casa

"Maria, 

Queria contar-te noticias do dia-a-dia cá de casa para não ser só por whatsapp. 

Por aqui a casa encontra-se no mesmo sitio. As pessoas continuam as mesmas mas faltas cá tu!! A Guida e o Vasco continuam em constante "guerra". "Mãe interne o Vasco ele é um deficiente" e o Vasco continua com as suas brincadeiras com o Pai.

A mãe desde que tem o smartphone continua a mandar testamentos pelo whatsapp, e o pai a continuar sem perceber nada daquilo. A Nena trabalha e de manhã faz o seu rotineiro exercício físico pela fresca. O Kiko aparece cá de vez em quando. A Guida agarra-se aos livro e ninguém a chateia com medo que os rasgue. Eu continuo a mesma também, mas também muito mais trabalhadora. 

A Graça anda mais bem disposta, ainda fala muito de ti mas já se ri e continua a fofocar. No outro dia ficou toda contente porque trouxe uma revista que a Rita me deu que tinha as novelas todas. Uma vez por outra ponho a telenovela e ela fica lá a dobrar cuecas e meias. 

O teu quarto continua intacto. A mãe vai para lá trabalhar agora. 

Pois é, Ni fazes muita falta. Mas o tempo passa a voar e qualquer dia temos-te por cá. 

(...)"


Hoje recebi este e-mail. E enquanto o lia aterrei em minha casa com a maneira tão real com que a minha irmã descreveu as "notícias do dia-a-dia". Se por um lado os olhos ficaram húmidos, por outro a alma ficou tranquila por saber que está tudo na mesma. 

Porque é disto que eu tenho saudades. Das dúvidas tecnológicas do pai. Da mãe concentrada a escrever mensagens no whatsapp a contar as compras que fez na praça. Das Xinha e dos seus atrelados. Do Kiko que já não vive lá mas tem sempre lugar posto à mesa. Do Tona que anda sempre a mil. Da Nena e das suas saladas cortadas em miniaturas perfeitas. Da Tazinha e dos serões a escolher roupa. Do Vasco e das suas brincadeiras. Da Inês sempre a contar histórias. Da Guida que ao fim de horas de estudo aparece na sala com a sweatshirt do pai. E da Graça....


simples gostos

Meu sábado de Abril.
É tão bom quando chove e alguém faz café..... mas aquele café de cafeteira antiga.



sexta-feira, 10 de abril de 2015

The HeArt


(des)alinhar a politica #3

A Mensagem de Páscoa do David Cameron superou  as minhas expectativas... não é que  que David Cameron seja um exemplar praticante da Doutrina Social, mas superou as minhas expectativas em relação as lideres do mundo ocidental,  é difícil encontrar um politico europeu que dê valor à cultura cristã tão abertamente, sem respeitos humanos, e mais difícil ainda é encontrar um líder que a defenda perante os ataques que têm passado despercebidos nas nossas vidas tranquilas, na Síria, no Iraque, Ninger, e agora no Quénia.
Afinal de contas é muito mais fácil ser-se Charlie.
 
 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

parecenças

Não sei se é porque estamos em Abril, ou porque esta gripe deixou-me ficar à frente da televisão a ver o ER-Serviço de Urgências, mas estou convencida que o Otelo Saraiva de Carvalho tem qualquer coisa de George Clooney:
 
 
 

Tudo parecia estar bem...

Eu já tinha estado constipada, neste ano civil, eu pensava que o inverno já estava a acabar, afinal já mudou a hora, eu já sentia o bater do sol para os lados da marina, e correr contra o vento é tão bom, houve até um dia que me perguntaram se eu queria ir dar um mergulho, eu gosto de ir passear o cão à noite, mesmo sabendo que ele tem um quintal enorme, é tão bom abrir a janela do gabinete e sentir a corrente d'ar, é que ouvir o barulho da cidade património mundial distrair-me do barulho das teclas.... Tudo parceria estar bem...

(É chato quando uma gripe nos faz adiar uma viagem, mas pior é quando essa gripe nos faz deixar alguém à espera.... desculpa mas tudo parecia estar bem)

segunda-feira, 6 de abril de 2015

"ó morte, sempre vitoriosa, onde está agora a tua vitória?"*

Uma Santa Páscoa
 
(Resurrexit, Kiko Arguello)
 
_________________
(*) 1 Cor, 55

Porque estamos em tempo de Páscoa

(Aguarela s/papel. 2013. Rosarinho Morais Barbosa)

O HEart deseja a todos os leitores uma Santa Páscoa. (Este post deveria ter saído ontem, mas, entre celebrações em família, foi difícil vir a este cantinho)

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Tugamachine

Apesar de já ser a minha 5ª vez nesta terra, a sensação é diferente.

Uma coisa é pisar uma terra onde vais passar meia dúzia de dias, e queres corre-la de cima a baixo, não deixar nenhum canto por ver. Passar ocasionalmente por um café e comer um bolo. Entrar numa loja de recuerdos e comprar uma caneca. 

Outra coisa é pisar uma terra onde sabes que vais passar uma temporada. E vais corre-la porque não queres perder o autocarro para não chegar atrasada. Passar todos os dias pelo mesmo café. Não ligar meia a lojas de recuerdos e comprar canecas porque são precisas para o pequeno almoço.

Estou nisto há pouco tempo mas o meu espírito já começa a entrar num novo ritmo. De repente cumprimento uma pessoa porque a oiço falar a minha língua. Combino cafés com praticamente desconhecidas porque partilhamos a mesma pátria. 

Há umas semanas atrás não me passaria pela cabeça como isto une as pessoas. 

Há umas semanas atrás os meus cafés eram combinados com amigas. O esforço para criar relações estava adormecido, porque elas iam surgindo. 

Ser emigrante é uma força da natureza quase, e eu espero conseguir apanhar-lhe o jeito. 


Até lá tenho sempre a sorte de puder vir desabafar aqui, aqui entre nós que ninguém nos ouve!

#inHEartnoTeuCoraçãoEmBCN

quinta-feira, 2 de abril de 2015

The world needs nata


Porque é sempre bom entrar num café e pedir uma "bica".
E pedir a passaword do wifi em português.
E comer um pastel de natal.
E ver as ilustrações dos monumentos de Lisboa.
E pensar que esta sim, é a minha terra!

Porque hoje é Quinta-feira Santa

(na Quinta-feira Santa, a Quinta-feira antes da Páscoa, há o costumo de meditar o mistério do Sacerdócio. Numa altura em que se vê tanto preconceito para com esta entrega, deixamos o testemunho, de quem vive e de quem se alegra:)
 


Ser mãe de um sacerdote, agora 
 
Hoje pensei que me competia dar um testemunho do que representa na minha vida, o facto de ser, desde o ano de 2000, mãe de um sacerdote.
É difícil transmitir, expressar, o que foi o dia em que soube da sua ordenação, e a maravilha da celebração, em Roma: olhá-lo com outros olhos, com respeito e carinho!
Alegria, gratidão e exigência foram, não sei se por esta ordem, os sentimentos que dominaram o meu coração nesse momento, simultaneamente, é claro, com as lágrimas que teimosamente corriam dos meus olhos. Também se chora de alegria!
Encheu-se-me o coração de alegria com duas facetas bem distintas: a humana e a  sobrenatural. Da humana não vale a pena falar. Da sobrenatural, dessa sim, falarei e associá-la-ei à gratidão.
Jesus, que alegria querer lembrares-te do meu filho para Te servir, para ser capaz de dizer não a tantas solicitações do mundo em que vivemos!
Jesus, que alegria pensar que, ao longo da sua vida, vai certamente ajudar tantas almas, corrigir os seus erros, trazer todos os dias ao altar o Teu corpo e sangue para nosso alimento, que ajudará a partir em paz tantas almas, desta vida para a outra, que não tem ocaso!
Jesus, obrigada, e que alegria pensar que sempre encontro no meu filho a Tua palavra serena, que traz Paz à minha alma e à de toda a família, e que sempre tem a dizer-nos aquilo que, nos momentos mais difíceis precisamos de ouvir.
Quando estou com ele, a alegria transborda, mas há também aquele respeito que é devido a um ministro de Deus. Será que isto se entende?
Rezo muito por ele, certamente, como as outras mães dos sacerdotes, para que seja fiel à sua vocação e ao compromisso que livremente assumiu com Jesus Cristo.
Ser mãe de um sacerdote obriga-me a ser melhor filha de Deus, a ser exigente no meu viver de cristã, no testemunho de uma vida autêntica e coerente, vivida com a fidelidade a Cristo e ao Evangelho.
Se uma ou outra mãe de um sacerdote, porventura, sentir alguma vez tristeza porque o seu filho, tendo recebido o sacramento da Ordem, veio desfazer os seus sonhos quanto a um futuro diferente, a ela, espero que estas palavras ajudem.
Ser mãe de um sacerdote leva-me a estar sempre numa contínua acção de graças, mais ainda hoje, agora, neste ano especial para a nossa Mãe, a Igreja, e neste tempo tão carenciado de testemunhos positivos e de valores!
Maria Rocha, Professora
Diário do Distrito
 

Porque estamos a preparar a Santa Páscoa

O insulto despedaçou-me o coração
e eu desfaleço.
Esperei por compaixão e não apareceu,
nem encontrei quem me consolasse.
Misturaram-me fel na comida
e deram-me vinagre a beber
.
Sl 69, 21-22

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Marca n'agenda LX


How I Saved My Marriage


(Dedicated to my sweetheart.)
My oldest daughter, Jenna, recently said to me, "My greatest fear as a child was that you and mom would get divorced. Then, when I was twelve, I decided that you fought so much that maybe it would be better if you did." Then she added with a smile. "I'm glad you guys figured things out."
For years my wife Keri and I struggled. Looking back, I'm not exactly sure what initially drew us together, but our personalities didn't quite match up. And the longer we were married the more extreme the differences seemed. Encountering "fame and fortune" didn't make our marriage any easier. In fact, it exacerbated our problems. The tension between us got so bad that going out on book tour became a relief, though it seems we always paid for it on re-entry. Our fighting became so constant that it was difficult to even imagine a peaceful relationship. We became perpetually defensive, building emotional fortresses around our hearts. We were on the edge of divorce and more than once we discussed it.
I was on book tour when things came to a head. We had just had another big fight on the phone and Keri had hung up on me. I was alone and lonely, frustrated and angry. I had reached my limit.
That's when I turned to God. Or turned on God. I don't know if you could call it prayer -- maybe shouting at God isn't prayer, maybe it is-but whatever I was engaged in I'll never forget it. I was standing in the shower of the Buckhead, Atlanta Ritz-Carlton yelling at God that marriage was wrong and I couldn't do it anymore. As much as I hated the idea of divorce, the pain of being together was just too much. I was also confused. I couldn't figure out why marriage with Keri was so hard. Deep down I knew that Keri was a good person. And I was a good person. So why couldn't we get along? Why had I married someone so different than me? Why wouldn't she change?
Finally, hoarse and broken, I sat down in the shower and began to cry. In the depths of my despair powerful inspiration came to me. You can't change her, Rick. You can only change yourself. At that moment I began to pray. If I can't change her, God, then change me. I prayed late into the night. I prayed the next day on the flight home. I prayed as I walked in the door to a cold wife who barely even acknowledged me. That night, as we lay in our bed, inches from each other yet miles apart, the inspiration came. I knew what I had to do.
The next morning I rolled over in bed next to Keri and asked, "How can I make your day better?"
Keri looked at me angrily. "What?"
"How can I make your day better?"
"You can't," she said. "Why are you asking that?"
"Because I mean it," I said. "I just want to know what I can do to make your day better.
"She looked at me cynically.
"You want to do something? Go clean the kitchen.
"She likely expected me to get mad. Instead I just nodded. "Okay."
I got up and cleaned the kitchen.
The next day I asked the same thing. "What can I do to make your day better?"
Her eyes narrowed. "Clean the garage."
I took a deep breath. I already had a busy day and I knew she had made the request in spite. I was tempted to blow up at her.
Instead I said, "Okay." I got up and for the next two hours cleaned the garage. Keri wasn't sure what to think.The next morning came.
"What can I do to make your day better?"
"Nothing!" she said. "You can't do anything. Please stop saying that.""I'm sorry," I said. "But I can't.
I made a commitment to myself. What can I do to make your day better?""Why are you doing this?""Because I care about you," I said.
"And our marriage."The next morning I asked again. And the next. And the next. Then, during the second week, a miracle occurred. As I asked the question Keri's eyes welled up with tears. Then she broke down crying. When she could speak she said, "Please stop asking me that. You're not the problem. I am. I'm hard to live with. I don't know why you stay with me.
"I gently lifted her chin until she was looking in my eyes. "It's because I love you," I said. "What can I do to make your day better?""I should be asking you that.""You should," I said. "But not now. Right now, I need to be the change. You need to know how much you mean to me."She put her head against my chest. "I'm sorry I've been so mean.""I love you," I said."I love you," she replied."What can I do to make your day better?"She looked at me sweetly. "Can we maybe just spend some time together?"I smiled. "I'd like that."I continued asking for more than a month. And things did change. The fighting stopped. Then Keri began asking, "What do you need from me? How can I be a better wife?"
The walls between us fell. We began having meaningful discussions on what we wanted from life and how we could make each other happier. No, we didn't solve all our problems. I can't even say that we never fought again. But the nature of our fights changed. Not only were they becoming more and more rare, they lacked the energy they'd once had. We'd deprived them of oxygen. We just didn't have it in us to hurt each other anymore.
Keri and I have now been married for more than thirty years. I not only love my wife, I like her. I like being with her. I crave her. I need her. Many of our differences have become strengths and the others don't really matter. We've learned how to take care of each other and, more importantly, we've gained the desire to do so. Marriage is hard. But so is parenthood and keeping fit and writing books and everything else important and worthwhile in my life. To have a partner in life is a remarkable gift. I've also learned that the institution of marriage can help heal us of our most unlovable parts. And we all have unlovable parts.
Through time I've learned that our experience was an illustration of a much larger lesson about marriage. The question everyone in a committed relationship should ask their significant other is, "What can I do to make your life better?" That is love. Romance novels (and I've written a few) are all about desire and happily-ever-after, but happily-ever-after doesn't come from desire-at least not the kind portrayed in most pulp romances. Real love is not to desire a person, but to truly desire their happiness-sometimes, even, at the expense of our own happiness. Real love is not to make another person a carbon copy of one's self. It is to expand our own capabilities of tolerance and caring, to actively seek another's well being. All else is simply a charade of self-interest.
I'm not saying that what happened to Keri and me will work for everyone. I'm not even claiming that all marriages should be saved. But for me, I am incredibly grateful for the inspiration that came to me that day so long ago. I'm grateful that my family is still intact and that I still have my wife, my best friend, in bed next to me when I wake in the morning. And I'm grateful that even now, decades later, every now and then, one of us will still roll over and say, "What can I do to make your day better." Being on either side of that question is something worth waking up for.
This blog post originally appeared on Richard Paul Evan's website.