domingo, 30 de abril de 2017

Never stop - Ainda existe boa publicidade (XXIV)


Com a certeza de passar a verdadeira mensagem do anúncio, por palavras,  tornar-se

impossível.

Deixo só um comentário:

Grande publicidade!!







Com saudades de "vir" a este blogue!
(Never Stop)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sacos Azuis há muitos

Se há coisa que esteve presente na minha vida de estudante foi o saco azul do IKEA, nas primeiras mudanças da casa nova em Lisboa, para levar os apontamentos e as fotocopias da faculdade, depois para ir aquelas compras no Pingo Doce já sem a companhia doa Mãe....
Nos Açores, no dia que deixei aquele trabalho enfiei o material todo da secretária no saco azul do IKEA (sei que com a caixa à filme americano dá muito mais estilo!) O facto é que este saco é tão util - e ecológico - que tornou-se presente.
Por isso acho encantadora a resposta do IKEA à -  polémica- imitação da Balenciaga:

_________________________|| ||_________________________




Imitações há muitas, mas assim tão óbvias é raro encontrar. A mais recente é aquela levada a cabo pela Balenciaga que deixou o mundo digital em sobressalto ao copiar o famoso saco azul da IKEA — sim, aquele que usa para ir às compras. 
O choque aqui não é a imitação — ou a falta de originalidade, já que sob este aspeto muita água podia rolar— da maison de origem espanhola, mas sim o preço. A carteira azul da Balenciaga chama-se “The Carry Shopper” e custa 1395€, ao contrário do saco da marca sueca que fica por menos de um euro, mais concretamente, 0,70€. 
A IKEA, que na altura do lançamento da carteira, tinha admitido ficar “muito lisonjeada” com a imitação da Balenciaga, lançou agora uma resposta formal à imitação. A marca sueca criou um anúncio para o seu tão famoso saco com uma mensagem que não deixa confusões. 


No anúncio é possível ler:
“1)  Abane. Se fizer barulho, é o verdadeiro.
2) Multifuncional. Pode carregar equipamentos de hóquei, tijolos e até água.
3) Atire-o para a terra. Para um verdadeiro FRAKTA basta passar água e fica limpo.
4) Dobre-o. Se for capaz de o dobrar até ser do tamanho de uma bolsa pequena, então parabéns.
5) Olhe para dentro. O original tem uma etiqueta da IKEA no interior.
6) Etiqueta de preço. Apenas 0,70€.”

Se ainda tinha dúvidas quanto à marca do saco azul que lá tem em casa basta repetir os passos do anúncio para ficar super esclarecido. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ainda sobre viagens dos finalistas


"Todos os anos também, na mesma época das férias da Páscoa, milhares de jovens europeus aproveitam para ir a outros países, visitar museus e participar em actividades culturais. Muitas centenas de estudantes liceais espanhóis fazem, há já vários anos, o percurso inverso ao dos finalistas portugueses e rumam em direcção a Fátima, onde passam a semana santa. São alunos de colégios católicos, que dedicam o seu tempo livre a actividades de formação cristã e de solidariedade social, com alguns colegas portugueses, nomeadamente no centro de deficientes profundos da União das Misericórdias Portuguesa. Para além das actividades de natureza religiosa, a cargo dos capelães dos seus colégios, também realizam trabalhos de índole cultural e desportiva: por uma estranha mutação genética, as suas hormonas não os levam a atirar com televisões para banheiras, mas a ajudar os outros, sobretudo os mais necessitados. Se não fossem alunos de colégios privados, que contam com a assistência espiritual de padres da prelatura do Opus Dei, decerto que seriam notícia. Se houvesse mais hormonas, álcool e drogas, a cobertura mediática estaria decerto garantida."

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Marca n'Agenda 26 de Abril

É já no dia 26 de Abril, o concerto da Cuca Roseta, para celebrar os 18 anos do Apoio à Vida!



!Vale a pena ouvir a Cuca Roseta e apoiar a VIDA!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Parabéns Pi

Hoje a nossa PM está de parabéns!
Quando alguém faz anos não é somente um nome na agenda ou uma lembrança no Facebook ou aquela mensagem (im)pessoal standard.
O dia de aniversário é o dia para pensarmos naquela pessoa, agradecer o dom da sua vida e perceber a falta que nos faz.
O que seria do #BlogHEart sem a descontracção, a pertinência, a arte e a frescura da PM?
Parabéns querida Pi, obrigada pelo teu tempo!




O casamento não traz felicidade | Por Henrique Raposo

Henrique Raposo fala da grande maratona da vida: o Casamento, claro e pertinente: o que é o amor, o que é a entrega e o que é a paixão: vale a pena ler:


Não há casamento sem sacrifício pessoal. Os primeiros anos dos filhos, por exemplo, são anos de trincheira.O amor não é fofura, é ringue de boxe.

Pensar que o casamento é sinónimo automático de felicidade é talvez o grande erro da minha geração. O “feliz para sempre” é um equívoco, porque transforma o casamento numa sala de chuto de afectos, fofuras e sonhos. Pior: transforma o casamento real num prolongamento de um casamento idealizado ao longo do namoro. Ou seja, o “feliz para sempre” é a eternização da paixão adolescente. Um sarilho, pois o casamento é outra coisa, é uma aliança entre duas pessoas que se amam para lá dos afectos flutuantes.

Quem é casado sabe do que falo: há anos bons e há anos maus. Se pensarmos apenas na nossa emoção, no nosso prazer, na nossa realização pessoal, há momentos muito duros no casamento. Não há casamento sem sacrifício pessoal. Os primeiros anos dos filhos, por exemplo, são anos de trincheira.

A relação do casal e o próprio trabalho vão para o banco do pendura, ao volante ficam as fraldas, os banhos, as birras, as noites mal dormidas, a inexistência de férias ou viagens, etc. Mas são estas alturas sacrificiais que definem a força de um casamento. O amor não é fofura, é ringue de boxe.

Hoje procura-se a felicidade no sentido do prazer imediato e pessoal. E espera-se que o casamento seja um fornecedor desse prazer centrado no “eu”: os filmes e as séries da HBO que o casalinho vê no sofá, o sexo, as viagens que o casalinho anuncia no Facebook, os concertos e festivais de verão, etc. Sucede que o casamento não é esta passerelle.

Como diz Tiago Cavaco no livro “Felizes para Sempre e outros equívocos”, o casamento implica “abdicar de coisas que nos agradam”. O casamento não é sobre nós, é sobre os outros que nos rodeiam. Nós não casamos para sermos felizes, casamos para fazer os outros felizes. O casamento não é um espelho do nosso prazer, é um pilar de outras pessoas: é um pilar dos filhos que geramos e criamos, por exemplo. E, se é um pilar de infâncias, também é um pilar de velhices: um matrimónio também é um amparo dos sogros que se herdam.

Ora, ser este pilar implica um espírito de renúncia que é a negação perfeita da nossa cultura centrada numa felicidade entendida como prazer. É por isso que temos uma taxa de divórcio de 70%. É caso para perguntar: apenas 30% dos casados da minha geração compreendeu que o casamento é o início da vida adulta e não um prolongamento da adolescência?

Moral da história? É importante refazermos o conceito de felicidade. O casamento ensina-nos a procurar a felicidade nos outros, nos filhos que crescem, na ajuda que se dá aos sogros, na ajuda que se recebe dos sogros, nas provações que se superam em conjunto – as ânsias profissionais, o aperto na carteira, as querelas familiares, a unha do pé encravada, a quimio, aprender a lidar com o feitio do outro, etc. Se quiserem, o casamento comporta a felicidade tal como o maratonista a entende.

Quem já fez ou faz atletismo sabe do que estou a falar: correr longas distâncias não dá prazer; ver um filme, ler um livro, estar na praia, beber um vinho – tudo isto dá prazer. Mas correr 40 km não dá prazer, dá dor. Porém, quando acabamos uma corrida assim, sentimos algo que está para lá do prazer, sentimos uma força que vem do princípio do tempo, sentimo-nos abraçados por uma força que vem do tempo em que coisas ainda nem sequer tinham nome.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Isto também é acção cívica, participação, poder local, cidadania, rebeldia, bairrismo e democracia:

Um dos melhores jantares que tive em Lisboa foi no bairro de Carnide, pitoresco, familiar... Lisboa no seu melhor, agora juntar isso à liberdade e rebeldia dos bairristas dá-me um prazer enorme.

Hoje posso dizer: Je suis Carnide



terça-feira, 4 de abril de 2017

My body is not for sale | A prostituição é um trabalho? por Pedro Afonso

O psiquiatra Pedro Afonso falou-nos das consequências das medidas lunáticas ou ingénuos dos nossos insolentes políticos. Digamos, que ninguém melhor que um psiquiatra, para nos fazer reflectirmos sobre essas consequências:

______________________||| |||______________________


______________________||| |||______________________



Já nos vamos habituando a assistir com regularidade a iniciativas legislativas, imbuídas de um certo “delírio de grandeza”, que prometem levar as massas a um caminho de felicidade e progresso. De tempos a tempos surge no palco mediático uma personagem política a proclamar, com o ardor próprio dos profetas, um pacote de medidas salvíficas destinadas a serem implementadas na sociedade. E foi o que aconteceu recentemente. De uma rajada, o Conselho Nacional do PS aprovou a legalização do suicídio assistido (eutanásia) e a criação de legislação para elevar a prostituição ao estatuto de “trabalho legal”.
Esta extraordinária hiperatividade legislativa, talvez sirva para para distrair o povo dos graves problemas que o país atravessa, mas não serve seguramente para melhorar a dignidade da vida humana. Os argumentos que suportam estas iniciativas legislativas estão repletos de eufemismos demagógicos: dignidade, liberdade individual, progressismo legislativo, etc. Mas se nos libertarmos desta “narcose demagógica”, percebemos que afinal estas medidas políticas, que nos tentam agora impingir, não servem o bem comum, nem tão-pouco irão ajudar a criar o tão desejado Paraíso terrestre.
Um dos argumentos usados para a legalização da prostituição assenta na opinião de que esta atividade deve ser considerada um trabalho; um “trabalho sexual”. Se julgarmos que a prostituição é uma atividade laboral, é legítimo que esta se legalize e que seja sujeita às regras do código do trabalho. Mas, convém sublinhar que, a prostituição não é um trabalho. A prostituição transforma o corpo de seres humanos em mercadoria transacionável, passando a ser objeto de aluguer de curta duração. A situação tem tanto de ridículo como de absurdo, já que um cliente insatisfeito com o serviço poderia usar o livro de reclamações, ou porventura pedir a devolução do dinheiro pago, alegando má qualidade do serviço.
A ideia de que a legalização da prostituição é uma forma de proteger a mulher e de lhe dar mais dignidade é falaciosa. A prostituição martiriza o corpo da mulher, corrompe a sua mente e rouba-lhe o futuro. Por razões profissionais, conheço algumas histórias de mulheres que passaram pela prostituição. Nunca escutei uma palavra que fosse no sentido de reclamar a legalização da atividade ­— essas encontram-se apenas nas cabeças de algumas luminárias políticas ­—, mas testemunhei vidas destruídas por um percurso que está muitas vezes associado ao consumo de drogas, aos abusos e maus-tratos, à perda da sanidade mental e à destruição da dignidade da pessoa humana. Por conseguinte, a legalização de uma atividade intrinsecamente má não vai fazer dela uma coisa boa ou respeitável. Do mesmo modo, a legalização do consumo das drogas não leva a que a sua utilização seja recomendável. Não serve de consolo para ninguém que um ser humano se autodestrua de forma higiénica e legal.
A iniciativa legislativa de elevar a prostituição ao estatuto de trabalho sexual revela ingenuidade política e uma grande falta de conhecimento das razões que levam as mulheres (e homens) à prostituição. Além disso, considerar a prostituição como uma via profissional seria um péssimo sinal para os mais jovens, já que são aqueles que estão mais expostos a este caminho, onde o corpo se transforma num mero instrumento de prazer sexual e nada de positivo se constrói. Os jovens ­— principalmente os provenientes de meios sociais mais desfavoráveis — ficariam mais vulneráveis aos abusos sexuais, e à manipulação por oportunistas perversos, já que passando a ser legal “vender serviços sexuais” a sua compreensão, sobre aquilo que é um comportamento ajustado, ficaria afetada por uma legislação imoral.
Vivemos uma época viciosa que, em nome da liberdade, consagra falsas virtudes. A prostituição não promove relações humanas saudáveis, fomenta uma visão distorcida da sexualidade humana, desumaniza as pessoas convertendo-as em objetos de uso, e alimenta uma cultura do descartável: “usar e deitar fora”. A legalização da prostituição é na verdade uma infâmia, configura uma desonra ao mesmo tempo que corrompe a civilização humana.